O Kung Fu nas palavras parte 2

Na mesma quinta feira a noite, após minha entrevista realizada pela Si Mo, a Sra Márcia Moura, saí do escritório do Núcleo e comecei uma conversa descontraída com o Si Fu, na sala de prática do Mo Gum e na sequência da conversa, acabei falando uma palavra inadequada a certa de uma situação, que havia me ocorrido em meu trabalho e logo de um momento descontraído, se tornou uma situação de aprendizagem.

Se faz necessário ter uma estratégia por trás das palavras ditas, em algumas situações, assim como em um combate, mesmo que simbólico, a fim de se potencializar cada palavra, cada significado.

Interessante é que as vezes, não paramos para raciocinar no que estamos dizendo, nem respiramos e muitas vezes falamos coisas sem sentido e isso se reflete até em nossas atitudes. Mas que isso, além de falarmos sem pensar, também não raciocinamos nas palavras que estamos ouvindo. As vezes nos dizem palavras que nos motivam, que nos desmotivam, palavras que nos instruem ou nos advertem, palavras sábias, palavras insensatas. Será que já paramos para refletir, sobre o Kung Fu, contidos, em cada palavra que ouvimos ou falamos?

Prestei atenção, como o Si Fu ficou atento, ao que foi  dito por mim e raciocinou em torno disso. Vejo o quanto é importante estamos conectados ao outro, não só corporalmente, mas através das palavras e isso ele o fez. E como parte de uma percepção Kung Fu, desenrolou para outros assuntos, que falamos muitas vezes sem refletir no significado do que é dito.

Com um tempo, a percepção pode se ampliar a ponto de se perceber até o que foi dito em silêncio. Isso é o que tirei de lição, da situação.

Márcio Lopes (Moy Si Ou)

Discípulo do Mestre Sênior Julio Camacho

O Kung Fu nas palavras parte 1

Era uma quinta- feira à noite, quando cheguei ao Núcleo Barra, para participar de uma entrevista, feita pela Si Mo, a Sra Márcia Moura, para um trabalho áudio visual fantástico, realizado por ela e alguns membros, para a Família Kung Fu, que em breve, teremos a oportunidade de apreciar.

Mas logo no início dessa entrevista, me senti em um verdadeiro duelo simbólico, com palavras. O patriarca Moy Yat, chamava essa modalidade de ” Sit Jin”, ou seja , guerra das línguas. Notei que as perguntas foram escolhidas de forma estratégica e cuidadosa e como a Si Mo,fazia as perguntas com zelo e atenção.

Confesso que não sou bom com as palavras e logo, essa entrevista se tornou um desafio para mim. Eu procurei ouvir com atenção, pensando em cada palavra que eu usaria e a forma e mais adequada, para respondê-las.

Foi um verdadeiro treinamento, foi um exercício que para alguns, pode parecer simples, mas a medida que se avançava a entrevista, eu estrategicamente, tomava a água, que já estava em um copo, sobre a mesa, deixado como um gesto de educação e zelo por parte de quem me entrevistava. Essas minhas pausas, eram, com o objetivo de ter um breve timing, para raciocinar no que eu estava ouvindo e pensar no que eu iria falar. Eu tentei relaxar no momento críticos, quando ela perguntou: Quem é o Marcio Lopes? Risos

Fiquei constrangido, pois pensei no que falar sobre mim. Mas logo adiante, vieram perguntas ainda mais interessantes sobre meu trabalho e sobre o que eu gostava de fazer, em momentos de descontração e falei sobre o meu atual desafio de se jogar Golfe.

Em breve, falarei de como sai desse ” Sit Jin” de entrevista para em um momento de uma conversa descontraída, aonde o Si Fu Julio Camacho, foi mais além.

Márcio Lopes (Moy Si Ou)

Discípulo do Mestre Sênior Julio Camacho

As coisas se parecem com seus donos parte 2

Visita Oficial Si Gung Léo Imamura no dia 19/01/19 ao Núcleo Barra

Da mesma forma que as coisas se parecem com seus donos, o convívio entre pessoas, também nos modela, as pessoas que muito convivemos. Meu Si Fu, o Mestre Sênior Julio Camacho, por exemplo, me lembra muito o seu próprio Si Fu, (Si Gung Léo Imamura), na foto a cima. Claro que com personalidades distintas, mas com características no agir, que me faz associá-lo ao seu Si Fu.

Talvez essa modelagem, tenha se dado, através de um processo de aprendizagem chamado: Vida Kung Fu. Processo que se dá de forma natural, mas a cada contato, ou visita, nos deixam marcados com momentos muito importantes, significativos e com ensinamentos para a vida toda.

É fácil de se notar o bom gosto e a elegância, no trato das coisas, no comprometimento que o Si Fu Julio Camacho dirige a Família Moy Jo Lei Ou. É isso que tenho aprendido a cada momento e me inspirado, pois isso é kung Fu, a excelência nas coisa que fazemos.

Termino dizendo: “Sigamos em frente e sempre juntos”

Márcio Lopes (Moy Si Ou)

Discípulo do Mestre Sênior Julio Camacho

As coisas se parecem com seus donos parte 1

Quando eu olho para alguma coisa, tento enxergar o Kung Fu, contido em cada uma delas nelas. Me chama atenção, como o ambiente onde vivemos, nossa casa, nossos objetos, tem um pouco de cada um de nós.

Mais do que isso, colocamos nossa energia ou nossa marca, naquilo que fazemos ou vestimos e nos conectamos com as cosias que apreciamos. Por exemplo, a forma que nos vestimos, nossa apresentação pessoal, diz muito a nosso respeito.

Em relação a nosso nome, não poderia ser diferente e nesse aspecto, tem muito a nos dizer. No âmbito marcial, por exemplo, quando o Si Fu Júlio Camacho, escolhe o nome Kung Fu de um praticante, acredito ter um pouco da característica de cada um. Certa vez, eu me lembro, que o Si Fu disse, que o nome Kung Fu, tem contido, uma advertência, uma missão e a natureza em relação a cada praticante.

Melhorei muito meus padrões, quando comecei a praticar o Sistema Ving Tsun. Certamente por que o Sistema desenvolve a ampliação da percepção, do foco e uma série de atributos, serão desenvolvidos, no decorrer de cada domínio.

Chego a seguinte conclusão, que o bom gosto, não poder ser ensinado e sim, só aprendido, assim como o Si Fu já disse sobre o Sistema Ving Tsun.

Discípulo do Mestre Sênior Julio Camacho

Márcio Lopes  (Moy Si Ou)

O Kung Fu na venda

Hoje atuo trabalhando com vendas de produtos, com valores robustos e com o tempo de prática do Sistema Ving Tsun, constatei que tem um valor intangível e explicarei o por quê.

Antes falarei sobre venda, e a definição mais comum que encontro por aí, é de que vender significa entregar um produto ou serviço para alguém em troca de dinheiro.

Isso serve para coisas materiais, como móveis, roupas e comida; e também para infoprodutos (e-books, cursos, aplicativos e aulas online).

Nesse contexto, você precisa de basicamente três coisas para vender: Vendedor, produto e cliente.

Então, vender envolve muito mais. Vender envolve confiança, credibilidade, relacionamento, fidelização, resolução de problemas.

Vender é gerar valor. A coisa mais importante da venda é o valor gerado na vida das pessoas. Despertar o interesse em algo ou alguma coisa.

Nós vendemos a todo momento, seja despertando o interesse das pessoas em algo que gostamos como um filme, objetos, time de futebol ou vendemos uma ideia.

Isso me fez refletir de que forma eu estou vendendo (despertando o interesse) das pessoas, no Sistema Ving Tsun no qual eu pratico.

Valor tem a ver com as mudanças e transformações que seu produto ou serviço proporciona para as pessoas, em como a vida delas será melhor do que era antes dele.

O Sistema Ving Tsun é famoso por ter sido praticado, pela alta burguesia chinesa, sendo considerado inclusive como a arte marcial dos jovens senhores. O Si Tai Gung Moy Yat disse uma vez: “Ser jovem e inexperiente é normal, ser velho e experiente também é comum, mas ser jovem e experimente é Ving Tsun”.

Certa vez, conversando com o SiFu Julio Camacho, ele falou sobre sua experiência que teve vendendo seu carro. Disse que de forma direta e clara, defendeu o preço e o valor do seu carro, sem dar nenhum desconto, por que conhecia o que estava vendendo e assim se realizou a venda rapidamente, sem complicação e sem impedimentos. Logo pude entender a lição e naquele mês, me tornei o 1º em vendas, dentre 1.000 (mil) vendedores, no meu ramo de atuação, simplesmente porque passei a enxergar que na venda, também existe Kung Fu e precisava, desenvolver isso também.

As vezes em minhas vendas, tenho que quebrar algumas objeções quando escuto um não como resposta. A impressão que tenho, é de precisar realizar um movimento chamado: Jut Sao (desobstruir-membros superiores), pois pergunto ao cliente:  “Porquê Não?”. Pois o não pode ser, desse jeito não, agora não ou eu não entendi. E assim quebro as objeções que se apresentam, para se realizar a venda, dada como perdida as vezes.

Atribuído o ato de vender, a um dos mais difíceis exercícios, do Sistema Ving Tsun, que é o Chi Sao (aderir-membros superiores), por sua complexidade.

Mas tenho me especializado na arte de lutar sem lutar e vender sem precisar vender, como desenvolvimento do meu Kung Fu.

Discípulo do Mestre Sênior Julio Camacho

Márcio Lopes  (Moy Si Ou)

A fé decidida de um SiFu

Começo a minha primeira postagem, falando sobre minha visão a cerca da fé decidida de um SiFu.

Fé é a adesão de forma incondicional a uma hipótese, que a pessoa passa a considerar como sendo uma verdade, sem qualquer tipo de prova ou critério objetivo de verificação, pela absoluta confiança que se deposita nesta ideia ou fonte de transmissão. É com essa atitude de fé decidida, que imagino que o SiFu, convida alguém a ser tornar um discípulo(DaiJi), mesmo quando tudo ou todos acham  que não.

Cerimônia Tradicional de Baai Si (Discipulado)

Nada melhor do que a foto tradicional da Família Kung Fu, no dia do meu Baai Si, para retratar isso. Cada pessoa nessa foto, representa uma família ou alguém por detrás dela. E não seria possível dela compor  essa foto, se o SiFu não tive tido uma atitude de fé decida nessas pessoas…

As vezes nossa família consanguínea ou marido, esposa, depositam uma fé duvidosa em nossa pessoa, talvez por cuidado ou medo do desconhecido. Mas isso se torna danoso, pois, quantos sonhos deixaram de se realizar, por falta da atitude de acreditar, antes de se ter um desdobramento das coisas.

Aprendi com o SiFu certa vez, que o sistema de aprendizagem chinesa, o Sau-Po-Lei(aceitar-analisar-separar), onde o SiFu do meu SiFu, chamado SiGung, diz que só o fato de alguém não aceitar algo ou ter uma negativa, a cerca de algo, por si só, já seria um demonstração de fraqueza, logo é importante, aceitar algo, ter fé decidida e acreditar.

Essa capacidade de extrair o melhor de cada pessoa, começa com o ato de fé por parte de cada SiFu, para com cada um, e isso se estende para nossa vida e por eu trabalhar como profissional liberal, na área de vendas, posso comprovar isso, preciso sempre acreditar, antes mesmo de sair de casa.

Acredito agora que, se você achar que vai dar certo ou que vai dar errado em alguma coisa, você estará certo do mesmo jeito. Então tudo é possível e isso por si só, já nos basta.

Ouvi dizer pelo meu SiFu Júlio Camacho, um ditado Chinês de que o rio sempre corre para frente, mesmo quando encontra os obstáculos. Isso me faz refletir, sobre minha vida Kung Fu e o quanto de energia eu coloco nas coisas.

Por fim, esses são benéficos de se conviver com um SiFu que tenha uma atitude de generosidade para com seus discípulos(DaiJi). Que nos faz acreditar, que podemos ser capazes de realizar tudo com excelência.

Termino dizendo: “Sigamos em frente e sempre juntos”

Márcio Lopes

Moy Si Ou

Discípulo do Mestre Sênior Julio Camacho

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