O Kung Fu na venda

Hoje atuo trabalhando com vendas de produtos, com valores robustos e com o tempo de prática do Sistema Ving Tsun, constatei que tem um valor intangível e explicarei o por quê.

Antes falarei sobre venda, e a definição mais comum que encontro por aí, é de que vender significa entregar um produto ou serviço para alguém em troca de dinheiro.

Isso serve para coisas materiais, como móveis, roupas e comida; e também para infoprodutos (e-books, cursos, aplicativos e aulas online).

Nesse contexto, você precisa de basicamente três coisas para vender: Vendedor, produto e cliente.

Então, vender envolve muito mais. Vender envolve confiança, credibilidade, relacionamento, fidelização, resolução de problemas.

Vender é gerar valor. A coisa mais importante da venda é o valor gerado na vida das pessoas. Despertar o interesse em algo ou alguma coisa.

Nós vendemos a todo momento, seja despertando o interesse das pessoas em algo que gostamos como um filme, objetos, time de futebol ou vendemos uma ideia.

Isso me fez refletir de que forma eu estou vendendo (despertando o interesse) das pessoas, no Sistema Ving Tsun no qual eu pratico.

Valor tem a ver com as mudanças e transformações que seu produto ou serviço proporciona para as pessoas, em como a vida delas será melhor do que era antes dele.

O Sistema Ving Tsun é famoso por ter sido praticado, pela alta burguesia chinesa, sendo considerado inclusive como a arte marcial dos jovens senhores. O Si Tai Gung Moy Yat disse uma vez: “Ser jovem e inexperiente é normal, ser velho e experiente também é comum, mas ser jovem e experimente é Ving Tsun”.

Certa vez, conversando com o SiFu Julio Camacho, ele falou sobre sua experiência que teve vendendo seu carro. Disse que de forma direta e clara, defendeu o preço e o valor do seu carro, sem dar nenhum desconto, por que conhecia o que estava vendendo e assim se realizou a venda rapidamente, sem complicação e sem impedimentos. Logo pude entender a lição e naquele mês, me tornei o 1º em vendas, dentre 1.000 (mil) vendedores, no meu ramo de atuação, simplesmente porque passei a enxergar que na venda, também existe Kung Fu e precisava, desenvolver isso também.

As vezes em minhas vendas, tenho que quebrar algumas objeções quando escuto um não como resposta. A impressão que tenho, é de precisar realizar um movimento chamado: Jut Sao (desobstruir-membros superiores), pois pergunto ao cliente:  “Porquê Não?”. Pois o não pode ser, desse jeito não, agora não ou eu não entendi. E assim quebro as objeções que se apresentam, para se realizar a venda, dada como perdida as vezes.

Atribuído o ato de vender, a um dos mais difíceis exercícios, do Sistema Ving Tsun, que é o Chi Sao (aderir-membros superiores), por sua complexidade.

Mas tenho me especializado na arte de lutar sem lutar e vender sem precisar vender, como desenvolvimento do meu Kung Fu.

Discípulo do Mestre Sênior Julio Camacho

Márcio Lopes  (Moy Si Ou)

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